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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Indicação de filmes

Andei assistindo uns filmes bem legais ultimamente, eles me levaram a pensar a minha vida de outra forma e espero que vocês gostem...

The Beaver (Um novo Despertar)




Conta a história de um homem, Walter Black, que herda uma empresa de brinquedos de seu pai, tem uma boa família, mas acaba entrando em um estado profundo de depressão. Sua mulher tenta ajudá-lo por um tempo mas acaba não aguentando a situação e pede a separação. Walter acaba encontrando um fantoche de Castor e na mesma noite tenta o suicídio, sem sucesso. A partir disso ele assume uma dupla personalidade, uma que vem dele e outra pelo Castor. O filme pode parecer muito louco pra quem ainda não viu, mas fala muito sobre a nossa vida, como deixamos que uma personalidade mais agressiva e rígida nos controle nos momentos de fraqueza. Um fato que eu achei muito curioso foi a questão do filho de Walter, que por não querer ser como o pai, começou a anotar todas as suas semelhanças com ele para lembram-se de evitá-las, mas ele nega o inevitável.

Ficha Técnica:
Realização: Jodie Foster
Argumento: Kyle Killen
Elenco: Jodie Foster, Mel Gibson, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence, Cherry Jones
Música: Marcelo Zarvos
Fotografia: Haden Bogdanski

Limitless (Sem limites)




Fala sobre a maior das ambições de qualquer pessoa, alcançar a máxima capacidade cerebral. É assim que Carl Van Loon abandona a vida de um simples escritor, que andava meio sem inspiração, e se torna um dos executivos mais bem sucedidos dos EUA em pouco tempo. O segredo é uma nova droga que aparece no mercado e, como tudo que é raro e caro, envolve muita ganância e assassinatos. O problema dessa droga é que chega um ponto em que a pessoa a consome tanto que perde a consciência do que está fazendo e acorda horas depois sem se lembrar de nada. Além disso se a pessoa fica sem a droga, ela envelhece rapidamente e fica doente e fraca.

O mais interessante nesse filme, na minha opinião, é que mesmo uma pessoa que tenha o máximo de capacidade cerebral não consegue se livrar de sua concepção limitada de mundo, e acaba buscando o que todos no resto da sociedade buscam e sempre buscaram, dinheiro e poder. 

Ficha Técnica:
Diretor: Neil Burger
Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish, Jennifer Butler, Daniel Breaker.
Produção: Leslie Dixon, Ryan Kavanaugh, Scott Kroopf
Roteiro: Leslie Dixon, baseado na obra de Alan Glynn
Fotografia: Jo Willems
Trilha Sonora: Nico Muhly
Duração: 105 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Universal Studios / Relativity Media
Classificação: 12 anos

Cube (CUBO)



Um grupo de pessoas é colocado misteriosamente dentro de um Cubo, uma construção imensa em forma de Cubo, composta por vários cubos internos que se movimentam, de forma semelhante a um Cubo Mágico (daqueles coloridos mesmo, que eu particularmente nunca consegui terminar, não que eu me lembre!). Sem comida nem água, eles devem tentar encontrar a saída desse imenso labirinto. O problema é que além de serem milhares de salas, algumas possuem armadilhas mortais e eles devem usar o que tiverem para tentar se salvar. Decobre-se que pessoas tem sido colocadas ali nos últimos dois meses, mas ninguém conhece o responsável por tal projeto mortal.

Também acho que podemos comparar a ideia desse Cubo com a nossa vida, pois aqueles que fogem da normalidade são cortados, fatiados e mortos socialmente. Como diz o meu professor de Filosofia, é a Teoria da Geometrização da Vida. E que tipo de qualidades temos que possuir para fugir desse Cubo? Racionalidade? Intuição? Sorte? Ou simplesmente é obra do acaso? Quem tem as habilidades necessárias para sobreviver?

Ficha Técnica:
Título original: (Cube)
Lançamento: 1997 (Canadá)
Direção: Vincenzo Natali
Atores: Nicole de Boer, Nicky Guadagni, David Hewlett, Andrew Miller.
Duração: 92 min
Gênero: Ficção


ENJOY :)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Homens ou macacos?


O que nos diferencia de meros animais? Talvez a nossa "racionalidade", a nossa "inteligência", a nossa "humanidade"... Mas e se formos colocados em uma situação em que assumimos o poder? Ou, ao contrário, em uma situação em que perdemos todo o nosso poder? O que resta da nossa humanidade? No filme "A Experiência", dirigido por Oliver Hirschbiegel e readaptado por Haley Sweet, um grupo de homens é escolhido para passar duas semanas em um protótipo de prisão estadual, sendo que alguns deles assumem a função de agentes penitenciários e outros assumem a função de prisioneiros, regidos por um sistema de regras penitenciárias, sendo observados por câmeras todo o tempo. Tudo isso como uma experiência científica, comportamental e psicológica que um grupo de cientistas anuncia nos jornais, dando como recompensa 14 mil dólares a cada cobaia.

A princípio, todos são submetidos a uma série de testes e perguntas, claramente para delinear seus perfis psicológicos, a partir daí, delimitando a função, ou o papel ideal a ser exercido por cada um, dentro do sistema inventado pelos cientistas. O que justifica, por exemplo, a escolha de um devoto, de um religioso para fazer o papel de agente penitenciário e de um não devoto para fazer o papel de prisioneiro, demonstrando que tipo de valor moral deve ser ensinado a um preso, valores morais e sociais amplamente pregados pela Igreja.

É criado, portanto, um sistema prisional disciplinar, que em muito lembra uma junção entre o sistema panóptico de vigilância e o sistema de regras auburniano, em que existem as figuras autoritárias, que devem garantir que as regras sejam cumpridas, no caso os agentes penitenciários, e as figuras "rebeldes", os prisioneiros que devem ser observados constantemente, devem ser adestrados, disciplinados, submetidos à ordem estabelecida pelos agentes e pelos cientistas. De certa forma, pode-se dizer que as câmeras representam o Estado vigilante, que estabelece as regras, porém se mantendo muito distante da realidade do sistema carcerário, inerte, encarando os prisioneiros como patologias que devem ser curadas ou esquecidas.

A "disciplina" não pode se identificar com uma instituição nem com um aparelho; ela é um tipo de poder, uma modalidade para exercê-lo, que comporta todo um conjunto de instrumentos, de técnicas e procedimentos, como uma "física", uma "anatomia" do poder. Entre os diversos instrumentos disciplinares, pode-se citar a substituição do chamamento nominal dos presos por chamamentos numéricos, os horários estabelecidos para as refeições, a questão dos presos terem obrigatoriamente que comer tudo o que lhes é oferecido nesses momentos, a delimitação de tarefas para cada um dos presos, a vestimenta característica, não só dos presos como dos agentes penitenciários, a questão dos presos só poderem se dirigir aos agentes quando estes lhes derem a palavra, destruindo progressivamente a relação de camaradagem do começo da experiência e colocando no lugar humilhação e raiva.

Os presos simplesmente não seguem as regras e os agentes não conseguem impedir que seu poder, praticamente supremo, suba à cabeça. A partir do momento em que os agentes tornam as medidas disciplinares mais duras e violentas (os cientistas deixam a escolha dos próprios agentes a delimitação dessas medidas, contanto que fossem proporcionais à infração cometida), evoluindo de meras flexões para sérias agressões físicas e psicológicas, os prisioneiros também se tornam mais violentos e mais inconformados com os castigos abusivos. Até que o sistema entra em colapso, quando os presos conseguem se soltar e fazem um motim, motivado também pela morte de um dos prisioneiros durante um conflito com os agentes.

O filme se torna então uma grande guerra, sangrenta e violenta, em que os presos e agentes penitenciários só não se matam uns aos outros porque, enfim, a luz vermelha pisca e os portões do protótipo de penitenciária se abrem, indicando o fim da experiência. Incrivelmente, é como se todos abandonassem o papel que estavam interpretando e se dessem conta do que estavam fazendo, do que eram e no que se transformaram, como se percebessem o absurdo de sua própria selvageria.

Fazendo uma análise geral do filme, podemos ver o quanto o nosso sistema carcerário atual é falho e incompetente em sua função de ressocializar o preso, pois muitas vezes ele sai de lá muito pior do que quando entrou; na atual Teoria do Crime, sendo a Sociedade Geral, representada pelo Estado, a principal vítima de todos os crimes cometidos pelos cidadãos, a pena existe não para apagar um crime, mas para transformar um indivíduo, o que obviamente não acontece.

Foucault diz que a evolução do sistema carcerário fez com que o Estado, de forma geral, abandonasse a aplicação de castigos corpóreos como os suplícios, porém o que se vê é uma realidade ainda muito brutal, em que os presos são submetidos não só a agressões verbais, mas também físicas, perdem suas identidades, sua auto-gestão, tudo aquilo que os torna humanos, partindo do princípio de que a sociedade deve ser protegida a qualquer custo e que quem não se encaixa deve ser devidamente punido.

Segundo Baltard, as prisões são "instituições completas e austeras", como um aparelho disciplinar exaustivo que deve tomar a seu cargo todos os aspectos do indivíduo, através da delimitação de hierarquia, de regras disciplinares claras e precisas, através do isolamento, do trabalho, do silêncio e da resignação, porém os grandes teóricos da "teoria da prisão", do século XVIII, se esqueceram que são pessoas de verdade que põem o sistema para funcionar, pessoas que cometem erros, que se deixam levar pela ambição e pelo poder, numa situação agravada pela omissão do Estado, levando o sistema prisional ao caos, conforme é metaforizado no filme.

Foucault ainda ressalta que:

"O sonho de uma sociedade perfeita é facilmente atribuído pelos historiadores aos filósofos e juristas do século XVIII: mas há também um sonho militar da sociedade; sua referência fundamental era não ao estado de natureza, mas às engrenagens cuidadosamente subordinadas de uma máquina, não ao contrato primitivo, mas às coerções permanentes, não aos direitos fundamentais, mas aos treinamentos indefinidamente progressivos, não à vontade geral, mas à docilidade automática."

E, partindo dessa ideia, ele diz que há um "desafio político global" em torno da prisão, que não se trata de saber se ela é corretiva ou não, ou de quem terá mais poder dentro e fora de seus muros; na verdade ele está entre a alternativa prisão ou algo diferente disso. É muito fácil perceber que essas complexas relações de poder, corpos e forças submetidos por diversos "dispositivos de encarceramento", discursos abstratos em contradição com a realidade carcerária ainda levarão a sociedade a muitas discussões e a muitas batalhas.

O prisioneiro 77, enquanto figura bastante influente ao longo do filme e o preso que mais sofre retaliações, até por ser o mais "indisciplinado" segundo os padrões da experiência, é questionado por um dos colegas de quarto, quando estão indo embora pra casa, se ele ainda acredita que os seres humanos são mais evoluídos que macacos. Ele diz que sim, pois os seres humanos têm a capacidade de mudar.


Bem blogueiros, esse texto foi escrito por mim no semestre passado, como parte da nota da matéria Execução Penal e Administração Prisional na Faculdade de Direito.

Eu postei esse texto aqui, porque assim eu já mato muitos coelhos com uma caixa d'agua só (kkkk eu sei que o ditado não é assim, mas fica mais engraçado, porque não faz o menos sentido!).

Primeiro divulgo o Filme "A Experiência". Eu assisti as duas versões, ou seja, a alemã, que é a original, e a norte-americana. Particularmente, preferi a norte-americana, até pela qualidade de imagem e pelos atores. A baixo as duas capas do filme:



 Em seguida eu já indico também, pra quem se interessar, o Livro "Vigiar e Punir" de Michel Foucault, que trata da história das prisões, dos suplícios corporais, da evolução do conceito de crime e punição, do estudo dos sistemas de vigilância e disciplina... um livro completíssimo e muito importante para quem deseja entender muito mais sobre o assunto.

Enjoy :)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Filme Keith

Nossa gente, como eu sou desalmada... deixei o meu coração engaiolado por tantos dias!

Mas agora tá na hora de sacudir as asinhas e voar novamente (metáfora para "acelera aê, o coração, hoje é dia de Ivete!!!")  - nossa nada a ver o que eu to falando!

Sem mais delongas, porque de longas eu já tenho ar pernas (ui, delícia!!), eu vou indicar pra vocês um filme muito bom, que me tirou lágrimas e risadas ao mesmo tempo.

É o Filme "Keith", do diretor Todd Kessler, estrelado por Jesse McCartney e Elisabeth Harnois, que teve sua estréia em 2008. Conta a história de uma menina de 17 anos, Natalie, que tinha sua vida perfeitamente planejada e certinha, a típica filha perfeita que realiza todos os sonhos dos pais e esquece de ter os seus próprios sonhos. Ela conhece Keith, um rapaz problemático, que vive cada dia de uma vez e escolhe Natalie para ser sua parceira numa aula de química avançada, simplesmente para sacaneá-la, porque ela era popular e perfeita, tudo que ele não era.


Porém, os dois acabam passando muito tempo juntos, saindo na Caminhonete Amarela de Keith pelas noites, conversando e se conhecendo...



O filme também envolve a questão das "cenas" que todos nós fazemos parte ou assistimos na vida. Porque nós muitas vezes comparamos a nossa vida com os filmes e se tais coisas não acontecem conosco em algum momento na realidade, nos sentimos frustados, sentimos que a vida não se deu corretamente. Essa questão eu achei muito interessante no filme, porque como Keith sabe que não vai viver muito ele tenta "encenar" tudo aquilo que ele acha que talvez não vá viver, porém esconde isso em seu sarcasmo, como se não se importasse com nada.


Eles acabam se apaixonando (onnnn S2), mas, assim como as pessoas não são perfeitas, a vida também não é e, por isso, eles passarão por muitos problemas. O que fazer? Se ligar a tudo aquilo que se conhece, mas que já não é mais o bastante? Ou fechar os olhos e pular no abismo do futuro, sem saber o que será do amanhã? São as escolhas que nós fazemos em nossas vidas e corajosos são aqueles que pulam sem se arrepender...



Um filme muito bom. Apesar dos atores serem novinhos e terem essas carinhas de criança, conseguiram demonstrar muito bem os sentimentos dos personagens e fizeram muito bem até as cenas mais picantes (danadinhos esses dois viu??) ...

Em resumo: é um filme pra dar aquela dorzinha boa na boca do estômago nas cenas românticas, tirar risadas na cenas das saídas noturnas ou no laboratório de química e lágrimas nos momentos mais críticos. Uma boa pedida para uma tarde com núvens em cúmulos - quem não sabe o que é, vai descobrir!

Ficha Técnica:

Título Original: Keith
Gênero: ,
Direção: Todd Kessler
Elenco: Ian Nelson (Brian)Tim Halligan (Father )Rachel Thorp (Girl )Michael McGrady (Pete Anderson)Michael Bryan French (Principal Sassen)Jesse McCartney (Keith)Margo Harshman (Brooke)Jan Devereaux (Secretary )Tabitha Brownstone (Cynthia Anderson )Ignacio Serricchio (Raff )Zack Rockefeller (Billy )Elisabeth Harnois (Natalie)Jessy Schram (Courtney)Jennifer Grey (Caroline)Janice Kent (Woman )Ethan Phillips (Mr. Miles)Gareth Williams (Henry)
Estreia no Brasil: 13 de Setembro de 2008
Duração: 93 minutos

Pra quem quiser assistir na TV, está passando no Telecine!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os matadores de crianças

Bem, é óbvio que a chacina que ocorreu no Rio não é novidade para ninguém, mas eu fiquei tão chocada e assustada que acho que isso merece um post, com certeza! O que não é a escrita senão uma forma de demonstrar a sua alma??

Um ex-aluno entra num colégio dizendo que vai fazer uma palestra e de repente começa a matar crianças, principalmente meninas, um garoto ferido consegue fugir e avisar um policial rodoviário, que entra no colégio, atira contra o assassino e este suicida-se. Tal acontecimento, apesar de totalmente surreal e impensável, não é uma simples e dramática tragédia grega. É real e a relidade choca e nos faz pensar... Logo aqui no Brasil? Onde todos exalam uma felicidade que mais parece falsidade... Onde os problemas são contornados e não enfrentados?

O que leva  um brasileiro feliz a ser triste desse jeito? O que o levou a matar essas crianças inocentes? É algo que talvez nunca descobriremos... O que representa matar uma criança? Será uma necessidade de se sentir puro, poderoso por matar algo tão frágil, forte por ter a coragem de matar, ou simplesmente mais um covarde sem escrúpulos ou coração?

Eu não faço a menor ideia da dor e do sofrimento pelo qual os sobreviventes passaram, muito menos o que os pais e familiares dessas crianças estão sentindo neste momento... Vingança? Impossível... Impotência? Bastante... Medo? Com certeza, e este estará presente em muitos momentos daqui pra frente...

Aqui vai a íntegra da carta que Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, deixou, com instruções sobre o seu próprio enterro e fazendo referências religiosas:



Como as investigações ainda estão muito no início, eu não vou postar muitas notícias, porque elas podem ser falsas e eu tenho escutado histórias muito controversas sobre o caso.

Acontecimentos assim tem sido muito frequentes em países como os EUA, em que a cultura de vencedores e perdedores e a venda indiscriminada de armas só contribuem para relações humanas mais individualistas, frias e violentas. Segundo o site Observatório da infância, de 1996 a 2007 houve 40 chacinas em escolas norte-americanas. 

Aqui vão algumas indicações de filmes que tratam do assunto:

"Sem medo de morrer" - 2007 - Direção de Vadim Perelman.

Documentário panfleto " Tiros em Columbine" - 2002 - Direção de Michael Moore.

"Elefante" - 2003 - Direção de Gus Van Sant

O pior de tudo é que muitas vezes os matadores de crianças são crianças também...

O que foi que o mundo fez com sua pureza e bondade?
 Jogou fora e as encheu de "civilidade".
:(

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tim Burton

Hoje eu vou contar um pouquinho sobre a vida do meu diretor de cinema preferido...

Ele nasceu em 25 de agosto de 1958, em Burbank na Califórnia, Estados Unidos. Ele é um cineastra americano muito famoso, que tem um estilo de filmes mais sombrio, com muitas parcerias com Johnny Depp e sua esposa Helena Bonham Carter atuando em seus filmes.

Burton é o mais velho de seus outros dois irmãos, ele descreve a sua infância como "peculiar, imaginativa e perdida em meus próprios pensamentos", tendo passado muito tempo assistindo filmes de terror de baixo orçamento, lendo histórias sombrias de Edgar Allan Poe, tendo também bastante influência no ramo da cinematografia de Vicent Price. Ele ganhou uma bolsa dada pela Disney para estudar no Instituto de Artes da Califórnia em Valencia, estudou Animação por três anos e foi contratado pela Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Seus três primeiros filmes desta época foram: o curta metragem "Vincent" e o também curta "Frankenwennie".

O filme "Os fantasmas se divertem" foi a porta de abertura para que o mundo conhecesse o seu trabalho, sendo diretor de Batman, em 1989 e de Batman o retorno. Com a carreira em alta e seus filmes sendo muito cotados, iniciou a produção de Edward - Mãos de tesoura, assim como a cinebiografia de Ed Wood, o pior cineastra de todos os tempos... Sempre com temas sinistros e soturnos, num estilo gótico contemporâneo e desde o início tendo como um dos atores principais em seus filmes Johnny Depp.

A partir daí surgiram outros grandes sucessos como:

O estranho mundo de Jack - 1993

Planeta dos Macacos - 2001

A fantástica fábrica de chocolate - 2005

Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da rua Fleet - 2007

Alice no País das Maravilhas - 2010

É calaro que estes são só alguns dos diversos filmes, mas já dá para se ter uma ideia do quão competente, criativo e genial é esse diretor, que revolucionou o mundo do cinema!!

Eu sou fã...




Olha a carinha de doido que ele tem!!! É uma gracinha...

Ele venceu o Prêmio Saturno em 1999 pelo filme " A lenda do cavaleiro sem cabeça" e venceu um Globo de Ouro em 2008 na categoria melhor filme de comédia/musical pelo filme "Sweeney Todd". Além da indicações ao Oscar, Golden Satellite Awards e BAFTA.

:) enjoy your life!

domingo, 3 de abril de 2011

Um parto de viagem

Assisti ontem com o meu irmão, aquela coisinha mais fofa de 15 anos que estaria me batendo se soubesse como eu me refiro a ele (mas isso não vem ao caso!), um filme super divertido chamado "Um parto de viagem", que trata de dois caras e um cachorro, Sonny, cortando o sul dos Estados Unidos para que um deles, Peter Highman (Robert Downey Jr.) consiga ver o nascimento de seu primeiro filho e para que o outro tente ser ator em Hoolywood.




Porém, na verdade, devido à uma confusão causada por um deles, Ethan Tremblay (Zack Galifianakis), acabam sendo expulsos do avião e fazem a viagem de carro. 

Apesar de não serem amigos eles acabam tendo que viajar juntos e entre carros capotados, tiros, discussões e maconha (receitada contra Glaucoma - SEI!), eles chegam ao seu destino com alguns cortes e ossos quebrados. 

No filme acontecem coisas totalmente loucas e eu dei altas trelas do Zack Galifianakis!!

Com certeza é uma ótima pedida na locadora mais próxima de você! Porque eu sou contra pirataria... haha

Algumas fotos:







Título original: (Duo Date)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Todd Phillips
Duração: 100 min
Gênero: Comédia


Assistam!!! :)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mary e Max

Gente, eu vou indicar um filme no qual eu estou apaixonada... "Mary e Max  - Uma amizade diferente", do diretor Adam Elliot, em seu primeiro longa de animação, que ganhou uma estatueta do Oscar e estreou em 16 de abril de 2010.





O filme trata da amizade entre Mary Dinkle, uma garotinha australiana, gordinha, de 8 anos e Max Horowitz, um judeu novaiorquino obeso (que é um fofo!). A amizade das personagens é construída através de cartas e lembrançinhas, como fotos, pompons e muito chocolate. Ambos não veem o sentido do mundo, acham tudo muito intrigante e confuso, tem traumas na família, pois a mãe de Mary é alcóolatra e fumante e o pai de Max morreu quando ele tinha seis anos, levando ao suicídio da sua mãe um tempo depois.



Ambos são muito sensíveis e sensitivos, percebem coisas a sua volta que poucas pessoas veriam, são tidos como esquisitos e meio loucos, porém suas excentricidades os tornam especiais e únicos. Em determinados momentos parece que a garotinha é mais madura que o adulto, pois este não consegue encarar determinadas coisas por elas lembrarem-no de acontecimentos do passado, como o amor, a implicância das outras pessoas, etc, então ele tem surtos psicóticos e violentos.





O filme tem ambientação dual, às vezes em Nova York às vezes na Austrália, e ao longo da narração dos conteúdos das cartas a rotina das personagens vai sendo mostrada, ressaltando suas preocupações, seus problemas, suas frustrações, suas impressões, criando uma cumplicidade entre os amigos que envolve quem está assistindo... Quem não ia querer alguém que gostasse de você sem nunca ter te visto pessoalmente? Que te entendesse muito mais do que aqueles que estão perto de você? Que compartilhasse das mesmas dúvidas e das mesmas ideias?



É uma animação totalmente apaixonante e acredito que não haveria outra forma de exibi-la, pois mesmo quem não gosta muito de animações deveria assistir, é uma experiência única que leva você a repensar o sentido da sua vida, leva você a entender porque não devemos julgar os outros, independentemente de seus hábitos, de suas neuroses, de suas síndromes (Max, por exemplo, tem síndrome de asperger - segundo ele uma doença nunca vista em outras pessoas!)



Mary tem sérios problemas de auto-estima, não recebe muita atenção dos pais e sofre com os colegas da escola que não gostam dela, se apaixona por um vizinho, se casa com ele, faz cirurgia plástica e se torna uma grande estudiosa das doenças mentais. Escreve um livro sobre o caso de Max sem que ele a autorize, o que leva a um "quase-fim" da amizade entre eles, por ficar muito triste acaba deixando de dar atenção ao marido e ele acaba largando-a e indo morar com um homem (vira gay mesmo!).


Max tem milhares de problemas psicológicos, diz que não gosta de luzes brilhantes, cheiros fortes nem barulhos muito altos, todo o que tem em Nova York, tem uma lista das três coisas que mais quer na vida: chocolate vitalício, toda a coleção de noblets (uns bibelôs) e um amigo, já foi acusado de matar um mímico, já ganhou na loteria, tinha um amigo imaginário desde pequeno, teve  milhares de peixes, que sempre morriam ou fugiam, morava com uma velhinha cega (para quem doa grande parte do dinheiro que ganha na loteria), vai, não muito regularmente, ao Chocólatras Anônimos (ou algo assim), já teve 7 empregos diferentes e nunca usou uma camisinha.



Pelo tamanho que já está o meu post, acho que vocês podem imaginar o quanto eu gostei do filme e o quanto eu ainda teria para falar dele, mas assim perde a graça de assitir.


Ficha técnica:

Nome original: Mary and Max
Duração: 80 minutos
Direção: Adam Elliot
Gênero: Animação/Aventura
Ano: 2009
País: Austrália

Aqui segue o link de um trailler, só para vocês terem um gostinho...

Bjokasssss, espero que vocês gostem! ASSISTAM!!!!! :)


quinta-feira, 10 de março de 2011

A Mulher

Bom, acho que como mulher eu não poderia deixar de falar sobre o nosso Dia Internacional da Mulher, porque ele não é apenas para nós, mas para todos aqueles que só veem algum sentido em suas vidas por nossa causa (somos o máximo né?).

Como muitos devem saber, o nosso dia começou a ser comemorado em 8 de março de 1975 oficialmente pelas Nações Unidas, pois nesse dia em 1857 cerca de 130 operárias, de uma fábrica de tecido em Nova York, morreram queimadas logo após terem sido trancadas nos pavilhões da fábrica, devido a uma greve que fizeram para reduzir a carga horária de 16 para 10 horas (imaginem o sofrimento... :/).

A partir daí surgiu em 1903 a Women's Trade Union League que lutava pelos direitos trabalhistas das mulheres e, nos anos seguintes, muitas outras manifestações foram ocorrendo, mas a luta contra a desigualdade e o preconceito permanece até os dias de hoje. Alguns teóricos sociais diriam que os homens começaram a se sentir amedrontados a partir do momnento em que começaram a perder espaço no mercado de trabalho, talvez seja por isso que os índices de violência contra a mulher têm crescido substancialmente nos últimos anos, mas isso são apenas teorias.

Então você que é um homem consciente e que ama as mulheres ao seu redor lembre-se que desde o simples ato do seu nascimento foi uma mulher que proporcionou, seus primeiros passos foram em direção a uma mulher, quando você sentiu fome foi uma mulher que te alimentou e quando você se apaixonar será por uma mulher (ou não!)... Então respeite-a e não a trate como inferior, ou como superior, trate-a como uma IGUAL!

Para comemorar esse dia tão especial, mesmo que um pouquinho atrasado (ai gente, no carnaval num dá pra ficar postando né? kkkk) eu vou colocar a tradução de uma música que eu amo e que eu escutei pela primeira vez no filme "Um lugar chamado Notting Hill"...


She (tradução)
Charles Aznavour

Ela pode ser o rosto que eu não consigo esquecer
Um traço de prazer ou de arrependimento
Talvez meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar

Ela pode ser a música que o verão canta
Talvez o frescor que o outono traz
Talvez uma centena de coisas diferentes
No espaço de um dia

Ela pode ser a bela ou a fera
Talvez fartura ou a fome
Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno

Ela pode ser o espelho do meu sonho
O sorriso refletido no rio
Ela pode não ser o que parece ser dentro de sua concha

Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão
Com os olhos tão pessoais e tão orgulhosos
Mas que não podem ser vistos quando choram
Pode ser o amor que não espera que dure
Pode vir das sombras do passado
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte

Ela talvez seja o motivo para eu sobreviver
A razão pela qual eu estou vivo
A pessoa que cuidarei através dos difíceis e imediatos anos
Eu, eu pegarei as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas minhas recordações
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela

E como um gesto de caridade e que não custa nada...

Estou divulgando o site do câncer de mama , pois no link "Campanha da Mamografia digital Gratuita" que aparece no site dependendo da quantidade de cliques diários, uma cota estabelecida pelos patrocinadores, o Instituto Neo Mama pode dar uma mamografia digital gratuita por dia para alguém que não tenha condições de pagar... Vamos fazer esse gesto e ajudar aquelas mulheres que tem passado por problemas horríveis. Basta clicar no link, você pode ajudar a salvar muitas vidas!

 

Bjokasssss, tenham um bom dia! :)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Filme Piranhas

Bom dia!

Hoje eu vou indicar um filme um tanto quanto inusitado. Pra quem gosta de regravações e principalmente de thrillers de ação e muita groséliaaaaaaaa, assista o filme "Piranhas 3D"!!!

No Springbreak muitos jovens vão ao Lago Victória para se divertir e fazer tudo que deve e que não deve (hum, bicha má!). Porém desta vez eles terão uma surpresinha pois um tremor no fundo do lago libera piranhas pre-históricas totalmente esfomeadas, que só sobreviveram através de canbalismo, e fazem a festa com as pernas, os braços e os bumbuns que encontram por todo lado.

Então depois que os policiais descobrem o ocorrido e tantam avisar os banhistas, eles não são levados a sério, assim como no resto do filme (tadinhos! ninguém gosta deles...), e aí começa o massacre...


 "Dois milhões de anos de evolção. Um perfeito assassino"






TENSOOOOOO, muito TENSOOOO! É tudo que eu posso dizer desse filme.

Piranha 3D
Elenco: Jessica Szohr, Elisabeth Shue, Ving Rhames, Christopher Lloyd, Adam Scott, Richard Dreyfuss.
Direção: Alexandre Aja
Gênero: Terror
Duração: 89 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Estreia: 22 de Outubro de 2010.



Se tiverem bastante estômago (o que não significa que você seja uma pessoa gorda.) Assistam!